1º
dia. Depois de capturados, os oito exemplares da espécie
destinados à pesquisa foram submetidos aos exames de rotina, os quais
demonstraram que todos os indivíduos estavam perfeitamente saudáveis e aptos
para os experimentos.
Colocados
em jaulas individuais, foram devidamente higienizados e alimentados.
2º
dia. Os indivíduos foram divididos em dois grupos, “Grupo A” e “Grupo B”. Cada grupo formado por dois exemplares machos e duas
fêmeas. Todos os indivíduos tomaram suplementos alimentares para em dez dias
estarem nas melhores condições possíveis para o início dos testes.
12º
dia. Salvo algumas escoriações causadas por se debaterem
nas jaulas e o estresse natural do confinamento, todos os indivíduos
apresentaram boas condições físicas e foram considerados aptos para o início
dos testes.
Os
indivíduos do “Grupo A” foram
retirados das jaulas e levados para o laboratório. Cada espécime recebeu uma “Coleira de Controle”, de forma que não
atrapalhasse a respiração, mas impossibilitasse tentativas de fuga.
Cada
indivíduo foi colocado em uma esteira e uma corrente foi presa à coleira de
cada um e ao gancho no teto do laboratório. Apesar de impedir que a cobaia saia
da esteira, a corrente permite os movimentos necessários ao teste.
Eletrodos
de voltagem controlável foram colocados nos indivíduos para que sirvam de
estimulo para que cumpram o que deles se espera.
Colocados
em movimento pela esteira, três começaram a caminhar normalmente. O indivíduo
A1 (fêmea), no entanto, inicialmente se recusou a andar, mesmo ficando em
posição bastante desconfortável, caído e com a esteira girando por baixo de seu
corpo. Porém, após três cargas consecutivas de choques de média intensidade o
A1 se colocou em movimento.
Após
o início da caminhada na esteira os quatro indivíduos foram submetidos a doses
leves de radiação (doses U1), mas conseguiram caminhar por 1 hora sem sintomas.
13º
dia. Os indivíduos do “Grupo A” foram submetidos novamente ao teste do dia anterior,
contudo, dessa vez submetidos a dose U2 de radiação.
Após
meia hora de teste o macho A3 começou a apresentar cansaço, suores excessivos e
ofegava mais que os outros. Deixou-se cair na esteira, mesmo preso ao pescoço.
Porém, após receber choques elétricos por duas vezes, se colocou de pé e
concluiu o teste com êxito.
14º
dia.
O “Grupo A” foi submetido novamente
aos testes, dessa vez com doses U3 de radiação. Após resistência inicial de
todos antes do início dos testes, quando submetidos a choques moderados
passaram a se mostrar mais cooperativos.
Dessa
vez, na primeira meia hora de esteira os indivíduos A1, A3 e A4 apresentaram
cansaço excessivo e vômitos. Porém, com os estímulos elétricos, mesmo com
dificuldades conseguiram concluir a hora de teste. O indivíduo A2 apresentou
apenas cansaço excessivo.
14º
ao 25º dia. O “Grupo
A” foi submetido diariamente ao mesmo teste, agora sempre com radiação
moderada U3, por 1 hora ao dia.
A
partir da primeira meia hora todos os indivíduos passaram a apresentar cansaço
excessivo e vômitos, mas com os estímulos por choques elétricos todos conseguiram
terminar os testes.
No
28º dia os indivíduos A1 e A4 apresentaram anemia e déficit de
glóbulos brancos, tendo que ser sacrificados. Os indivíduos A2 e A3
apresentaram prostração, vômitos persistentes, mas sem maiores problemas. Foram
sacrificados apenas por se encontrarem contaminados.
15º dia. Os indivíduos do “Grupo
B” foram submetidos aos mesmos testes que os indivíduos do “Grupo A”. Todos os parâmetros foram
mantidos, apenas as doses de radiação foram modificadas.
Os testes foram iniciados com
radiação de dosagem U4. A partir do minuto 40 todos os indivíduos apresentaram
cansaço excessivo, sendo que a fêmea B1 e o macho B4 apresentaram vômitos.
Porém, com os estímulos elétricos todos conseguiram terminar o teste.
16º dia. O “Grupo B”
iniciou os testes novamente com U4 de radiação. Já nos primeiros 20 minutos
todos apresentaram cansaço excessivo e o macho B4 vômitos. Mesmo com três
estímulos elétricos o B4 não se levantou. Permaneceu caído, pendurado pelo
pescoço e com fortes vômitos. Quando ia ser retirado da esteira teve parada
cardíaca e faleceu.
Os outros três indivíduos tiveram
fortes crises de vômitos, caíram algumas vezes, mas com os choques elétricos
conseguiram concluir os testes.
17º dia.
Iniciamos o teste com radiação U5. Nos primeiros
35 minutos todos os indivíduos já tinham apresentado cansaço excessivo e fortes
vômitos. Mesmo submetidos aos estímulos por choques elétricos, não conseguiram
terminar o teste. Até o minuto 45 estavam todos prostrados na esteira, com
fortes vômitos, sangramentos nasais e forte confusão mental.
18º dia. Tentamos recuperar os indivíduos para mais um dia de teste.
Receberam medicação, suplemento de vitaminas e cuidados paliativos. Entretanto,
a fêmea B1 não resistiu.
Mantidos os parâmetros do dia anterior,
com radiação U5, o macho B2 e a fêmea B3 caíram já no minuto 15. Nem mesmo com
cincos ciclos de choques elétricos fortes os indivíduos se levantaram. Permaneceram
caídos nas esteiras, pendurados pelo pescoço e com crises incontroláveis de vômitos.
Apresentaram também forte sangramento nasal.
Mostrando-se claramente inaptos para
novos testes, os exemplares foram sacrificados.
CONCLUSÕES
PRELIMINARES
Os resultados dos testes nos permitem concluir
que a espécie humana é biologicamente apta para remoção de detritos em
territórios contaminados. Dessa forma, por razões econômicas, concluímos ser
mais viável utilizar o grande estoque disponível de humanos do que os mais
escassos habitantes quadrimãos do
Planeta 3 do Sistema de Capella.
Em áreas com radiação até U3 os
humanos conseguem trabalhar bem por até 1 hora/dia durante 20 dias. Depois
disso devem ser sacrificados, pois a radiação acumulada no organismo os torna
inviáveis.
Em áreas com radiação U4 e U5 os
humanos podem ser utilizados por até 20 minutos/dia, mas por apenas 5 dias,
devendo ser descartados ao final desse prazo.
No que toca a considerações econômicas,
sugerimos enfaticamente a criação de “Fazendas de Humanos”, com criação
intensiva, pois é até agora a forma mais viável de remoção de detritos
radioativos para áreas que pretendemos colonizar no planeta Terra.

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